
Sempre tive a necessidade de ter um refúgio. Quando era pequenina e estava triste, refugiava-me nas minhas pequenas almofadas e ficava a choramingar até adormecer. Comecei a crescer e expandi o meu refúgio para alguns espaços abertos, onde ninguém me encontraria. Cheguei a uma altura em que o meu refugio eram a(s) pessoa(s). Neste momento, a terapia que encontro não é nenhum réfugio. Pego no carro, coloco o rádio a bom som e faço algumas viagens para descomprimir. É algo mais solitário, mas neste momento é o que me alivia a dor de sentir. O meu refugio, esse, não sei dele. Apenas sei que se tem dedicado a refugiar outras pessoas. Fico com a esperança que um dia volte a ser meu.
[Tenho demasiadas nuvens negras no meu pequeno céu.
Tenho que me livrar delas. ]
Tenho que me livrar delas. ]

